sexta-feira, 31 de maio de 2013

Como nascem os deuses

Fulano.
1,80 m.
Cabelos escuros.
Brincalhão, feliz. O palhaço da turma.
Por onde passa deixa um cheiro de bem estar.
Poucos curtem o odor, mas grande parte se sente segura.
Acidente de carro.
Morte.
Fulano morreu cedo. Foi - se primeiro que seus amigos.
Lembrança.
Sua presença ainda é constante.
Parece estar vivo ali. Bem ali. Isso! aí mesmo.

Ciclana.
1,60 m.
Cabelos longos.
Mulher.
Exala emoção.
Estresse, chorona, brincalhona, segura e guerreira.
Usa as lágrimas como ácido.
Usa  a emoção espontânea e momentânea como escudo.
Já mencionei guerreira?
Guerreiros também morrem em batalhas.
Alguns excedem as fronteiras de seus domínios.
Atuam em terras alheias.
Acabam sendo lembrados... Outras pessoas, outros cérebros e corações.

Hoje, os descendentes idolatram e adoram àqueles que seus ancestrais conheceram e imortalizaram. Admiram e almejam as características determinantes de tais seres. Deuses. Vivências que de tão únicas hipnotizaram os mais próximos, mas, também, os mais distantes. Não todos. Mas uma parte que possui seu significado para o todo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário