domingo, 5 de maio de 2013

Cães não pagam passagem!

Sento no banco do ônibus e procuro encarar a rua. Domingo é um ótimo dia para sair e "ver o movimento". Antes de tudo isso e da tal conclusão tive a oportunidade de ver e tocar um cachorro, que respondeu meu chamado com um abanar de rabo e um sorriso tipo o do gato Cheshire. Sim! O cão não abanou o rabo, mas apenas um pedaço dele. Não! O cão era pitoco. Ou ainda é, considerando que ele ainda vive. O fato é que, de certa forma, o tal canino me incitou a refletir sobre: "A harmonia da Terra".
Ora, quem negaria que tudo está no seu lugar e funcionando perfeitamente? Quem sofreu infortúnios recentemente? "Shit happens", já disse Forrest Gump. Talvez os infortúnios sejam parte da harmonia. Eventos que,  juntamente com os sucessos, ocorrem para equilibrarem as coisas. Ok! No entanto, de início, pensei que "esse cachorro pode muito bem perambular o quanto quiser pela cidade utilizando o transporte público. Cães não pagam passagem!" Bom, pelo menos nessa cidade. Veja só: cães não pagam passagem, logo podem viajar de graça, porém não o fazem pelo fato de, acredito eu, não cogitarem subir num ônibus para tal programa. Ou seja, os cães não viajam porque não pensam em viajar, já que, acredito eu, não pensam em coisa alguma. Veja só a harmonia que exala de tudo isso. Tipo o lance de "A Terra está onde está e caso estivesse a 1 cm mais próxima ou mais distante do Sol, a vida não seria possível e etc". Notou? É a harmonia, meu amigo. A harmonia.

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